Monumental é quem faz


Billy Mao - Mega Lençóis

Itamar Assumpção deve estar muito feliz. A Banda Isca de Polícia criada por ele para acompanhar suas incursões musicais, inicialmente, no cenário paulistano, apresenta o fino de suas composições no Circuito Cultural Paulista.
Nos shows, a apresentação soa quase como um ritual. As músicas, como mantras entoados pelas vozes de Susana Salles e Vange Milliet. Para por tudo isso nos trilhos, no baixo, Paulo Lepetit; guitarra, Luiz Chagas; bateria, Marcos Costa e no sopro, Bocato.
Cada músico da Banda tem sua história paralela ao Isca de Polícia, Milliet por exemplo está prestes a gravar seu quarto trabalho autoral. Paulo Lepetit tem acompanhado vários artistas de renome no cenário brasileiro. Marcos Costa tocou e produziu o primeiro trabalho de Maria Rita. Bocato é figura constante nos palcos paulistanos. Susana também vem de longas datas. Inclusive quando existia em Lençóis Paulista o melhor bar cultural do interior paulista, o Habeas Copos Bar, criado pelo trio Nivaldo Bispo, Chu Arroio e Jean Moretto, Susana se apresentou ao lado de Arrigo Barnabé e Bocato.
Apesar de grandes nomes da música nacional na formação da banda, o “grande” público, que é quem faz o “sucesso” dos eventos, não compareceu em massa à apresentação do grupo na praça Paulo Freire, no dia 19 de março. Parece coisa de outro mundo, vixe... que pressa!!! Cultura, mesmo sendo essencial para a vida, tem sido prato indigesto,ou quase. É como o manjar dos Deuses, o nome já diz: é para poucos. Bom, não vamos discutir isso agora, tem gosto para tudo, não é? Inclusive para rebolation.
Voltando a apresentação na praça, o que se viu foi o que há de melhor na música nacional, apesar de o próprio Itamar não estar lá (ao menos não em carne e osso), cantando suas composições. Nesse interim, é bom lembrar o esforço da direção da Casa da Cultura Maria Bove Coneglian, que dentro das possibilidades, tem sido coerente em trazer boas apresentações para a cidade, como dar espaço para quem produz cultura em Lençóis Paulista.

Os canapés, eu dispenso...

A abertura do Circuito Cultural Paulista em Lençóis ficou por conta de Rafael Castro e Os Monumentais. Banda lençoense que vem se destacando a cada apresentação no mundo musical.
Rafael vai para seu nono CD gravado de forma totalmente independente. Entre suas aprensentações e participações está um festival promovido pela gravadora Trama. Além de apresentações no Paraná e na Capital Paulista. Rafael, com Willian Bueno, bateria e Filipe Franco, baixo, faz o contrassenso das baladinhas que tocam o tempo todo enchendo nossos ouvidos de poluição sonora. Tanto é que Susana Salles e Luis Chagas preferiram deixar seu camarim, devidamente preparado, para em pé, a beira do palco curtirem o show que os antecedeu.
Mesmo com todas as dificuldades que bandas do país enfrentam para mostrar sua verve, elas continuam apostando e buscando espaço para mostrar seus trabalhos. Grandes nomes da nossa MPB também já passaram por isso. Na verdade, o hábito de ouvir coisa boa é restrito no Brasil. Mas se não existir gente realmente a fim de mudar esta situação, tudo vai virar um pandemônio de aberrações verbais e baixaria, ditas músicas de massa. E é nisso que gente como Rafael Castro, os Monumentais, Itamar, Susana, Vange e toda essa galera, que mantêm seu som autoral, suas composições e interpretações acreditam: fazer coisa boa para que a escolha possa existir.
Na voz de Luiz Chagas, quem estava no show do Isca de Polícia pôde ouvir em alto e bom som que a produção técnica para aquela apresentação estava de parabéns. Com isso, pode-se concluir que enquanto houver pessoas interessadas em levar ao público o que há de melhor para se ouvir no mundo da música, sejam organizadores, artistas ou divulgadores dessa arte, pelo menos as quase cem pessoas que compareceram a praça Paulo Freire, em Lençóis Paulista, podem ficar tranquilas, pois não correrão mais perigo com as porcarias auditivas que insistem em nos perturbar. E quem sabe, um dia seremos maioria...

Quem Matou Glauco?

Billy Mao
Assunto constante na grande mídia é a morte do cartunista Glauco. Porque não dizer um dos maiores cartunistas de sua geração. O pouco de desenho que aprendi, indiretamente teve sua influência. Mestre do traço improvisado, fez disso seu estilo, tanto que muitos, ainda hoje, o tem como referência, para não dizer que é imitado.
A verdade é que a perda do cartunista vai além do sentimentalismo barato. Não por isso deixaremos de rir ao ver os quadrinhos nos jornais, não. Tem outros tantos cartunista no mesmo nível de Glauco, apesar de não ter a mesma pegada.
Um amigo chegou e me disse: cara, você viu que perda lastimável essa que sofremos. Se referindo a morte brutal do desenhista. Pois é, ele está certo. Grande perda.
O que mais me irrita e indigna nesse caso é a banalidade com que tem sido tratada a vida nos dias atuais. Saber que qualquer um de nós, mas qualquer um mesmo, esta sujeito a passar por isso. Quem conhece todos os amigos dos seus filhos, por exemplo? Quem pode ser chamado de amigo?
A banalidade com que a vida está sendo tratada assusta a todos. E o pior de tudo é ver políticos muito bem pagos, agindo praticamente da mesma forma. Banalizando a vida. Porque penso, quando um governante se beneficia de propinas, corrupção, está também assassinando alguém em algum lugar do país. Quem conhece este país sabe das diferenças berrantes entre seus Estados. Ainda que o Estado de São Paulo, apesar da violência, tenha bons meios para contê-la e ofereça algo mais a seus cidadãos, vemos na mídia facções criminosas ditando as regras, as greves explodindo e o ensino capengando.
Nesses rincões do Brasil a educação é luxo de poucos, quando existe escola; cultura, só para quem a tráz no sangue. A dignidade do cidadão vai pelo ralo, com atos como o cometido contra Glauco.
A próxima eleição está aí. Ninguém fala em segurança da maneira como deveria, mas dizem em seus planos de governo que ela é prioridade. Sempre foi prioridade! Só que muito pouco é feito perto do que o Brasil realmente precisa . Todos sofrem.
Quanto vale a vida?

Arte ecológica nas mãos de Eurídes



Dona Eurídes não para nunca. Sempre trabalhou para sustentar seus oito filhos. De família humilde, Eurídes nasceu em Macatuba e depois de casada mudou-se para Lençóis Paulista. Aos 70 anos tem o espírito de uma adolescente, sempre descobrindo algo novo que possa fazer. Outra qualidade é a de sempre presentear, seja a um familiar ou não.
A pouco tempo Dona Eurídes aprendeu a técnica de mesclar costura/crochê com recicláveis, com uso de agulhas, linhas e lacres de latas de refrigerantes e cerveja. Ela faz as mais variadas peças, seja para enfeitar um utensílio doméstico, seja para forrar bancos de veículos. Não importa, a paciência e a perfeição com que executa agrada quem espera pelo trabalho.
Para produzir uma bolsinha feminina ecológica, dona Eurídes gasta, aproximadamente, 500 lacres de alumínio e 12 horas. Mesmo peças de roupas, tipo blusinhas e capas de utensílios são fáceis nas mãos ágeis da senhora. Mas o que Eurídes gosta mesmo de fazer são pequenas bolsas, porta níqueis e necessáire personalizadas e coloridas, ao gosto do cliente.
Sem parar com a junção dos lacres, dona Eurídes demostra consciência ecológica dizendo que as pessoas jogam na rua essas latas, mas, “se guardassem, gente como eu poderia reaproveitar”. Outra técnica utilizada pela artesã é o fuxico. Juntando um monte de retalhos coloridos consegue fazer uma bela capa de almofada.
Juntando pedaços, reciclando sonhos, dona Eurídes vai formando e vivendo sua vida, com simplicidade, arte e muita felicidade.
Para você encomendar qualquer dos itens, ligue para o número (14) 9114.5087 e faça sua reserva.

Pe. Fábio canta dia 2 de Maio

O maior fenômeno brasileiro em 2010 não é jogador de futebol. Padre Fábio de Melo, o atual popstar da Igreja Católica se apresentará em Lençóis Paulista no dia 2 de maio fechando uma noite de apresentação religiosa na 32ª Facilpa.
Liberados pela igreja, Pe. Fábio sucede o feito de Pe. Marcelo Rossi, aquele da dancinha e dos animaizinhos. O show na Facilpa é um dos mais esperados pelos fãs de toda a região centro-oeste paulista. Não é para menos; além da super exposição do cantor através da Rede Vida de Televisão, e na grande mídia, Pe. Fábio carrega em suas letras mensagens de fé cristã e muita emoção. E fala o que as pessoas precisam ouvir: “Que eu espero por você; E não me canso de esperar; A porta aberta vou deixar; Se quiser pode voltar”.

“Humano demais”
Desde cedo Pe. Fábio quis se dedicar ao sacerdócio. Mas também sempre gostou de cantarolar suas músicas preferidas. Além de cantar, ele compõe e é escritor; ainda é formado em filosofia e teologia. Em seu site, explica o que pretende com sua exposição na mídia: “Eu acho que toda a pessoa que é pública sofre de um mal terrível, que é ela ser sempre imaginada. Ou as pessoas me imaginam melhor do que eu sou, ou pior. E as duas formas são terríveis. E eu acredito que buscar esse equilíbrio é o desafio”, diz.
Ele conta que sempre teve muito desejo de ser padre e entrou para o seminário aos 16 anos. O padre trabalhava com carnaval e, de repente, disse que iria para o seminário, o que assustou muitas pessoas. Revela ainda que já assistiu a um desfile de escolas de samba escondido, há dois anos atrás, na Marquês de Sapucaí. E diz ter gostado muito da experiência.
Em grande parte de seu trabalho, padre Fábio de Melo “prega a palavra de Deus através da música”. Ao falar sobre o assunto, ele revela que cresceu em uma família muito musical e que já chegou ao mundo com música: “Eu nasci ao som de Jesus Cristo, uma música de Roberto Carlos. O médico que fazia o parto da minha mãe cantou essa música quando eu nascia”.
Sobre o assédio dos fãs, ele diz que as pessoas o tratam da forma que ele autoriza. Em uma sessão de autógrafos, durante o lançamento de um livro, em São José dos Campos, uma fã se aproximou e disse para o padre que eles precisavam resolver a situação deles, porque ela estava apaixonada por ele e tinha certeza de que eles iam se casar. “Se eu me portar como um padre que está querendo esse avesso, eu vou encontrar sim. Mas, graças a Deus, eu tenho tido uma boa assessoria, não só no sentido de me proteger, mas para me ajudar a firmar aquilo que eu decidi. Eu não posso acreditar em uma fé que não passe pela dúvida”. Na música “Contrários”, ele fala sobre essa dúvida que faz parte da fé.
O padre finaliza dizendo que ainda preside missas e que, para começar bem o dia, é preciso uma boa higiene mental: “Sempre tenho muito medo de receber o dia carregado demais do que foi ontem, do que não deu certo, do que não valeu a pena e de perder a graça de receber tudo de bom que está preparado para o dia de hoje”, concluiu.
O show do Pe. Fábio de Melo será no dia 02 de Abril com abertura de Pe. Celso e Pe. Marcelinho.
Fonte:www.fabiodemelo.com.br

Sinal de fumaça


Para comemorar os aniversários das cidades de Botucatu e Lençóis Paulista a Esquadrilha da Fumaça, da FAB, formada pelos Super Tucanos T-27 farão apresentações aéreas nos céus dessas comunidades. Em Botucatu, a apresentação será no dia 14 de março e já consta na agenda da Esquadrilha.
Lençóis ainda não está na agenda oficial, mas segundo fontes da megazzine, o evento está confirmado.
A Esquadrilha da Fumaça começou na década de 50. O ainda Tenente Mário Sobrinho Domenech, instrutor da Escola de Aeronáutica do Campo dos Afonsos, juntamente com mais três Tenentes aviadores aproveitou as horas livres do almoço para treinar sobre a Barra da Tijuca (Rio de Janeiro), manobras executadas na aviação de caça.
Usando aviões North American T-6, os cambalhoteiros, como eram conhecidos, começaram executando Loopings e Tounneaux com duas aeronaves, para depois se especializarem com quatro aeronaves em formatura diamente.
14 de maio de 1954. A Esquadrilha da Fumaça, sem insígnia e fumaça fez sua primeira aparição pública na cidade de Mogi-Guaçu (São Paulo), com T-6.
Esta é a data que o Esquadrão oficialmente comemora o seu aniversário. Somente 2 anos depois da primeira demonstração pública, a FAB deu crédito merecido ao grande potencial da Esquadrilha, devido a uma apresentação memorável feita em São Paulo, capital.
A Esquadrilha da Fumaça sempre que é possível se apresenta em Lençóis. Um dos primeiros pilotos a participar da Esquadrilha, ainda com os T-6, Cel Braga, mantém muitos amigos na cidade. Depois de deixar a Esquadrilha, junto com José A. Simioni, piloto lençoense, e o argentino Carlos Edo, formou o Circo Aéreo Onix. Lençóis Paulista era o palco para os ensaios.

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