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EDIÇÃO #03 JÁ NAS BANCAS
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EDIÇÃO #03 - Rima com Rima

EDIÇÃO #03 - A volta do maquinista
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EDIÇÃO #03 - Ventura FM apresenta Tributo ao Rock com bandas na Concha Acústica
Os shows começaram às 14h numa tarde agradável de sol. Pelo palco da Concha passaram bandas lençoenses Away, Alpharock, Rolo & castro, Krustin e o evento foi fechado com a apresentação de Os Patrões, de Jaú.
Diferente do sábado chuvoso, o domingo alegrou quem apareceu para prestigiar a promoção da FM na praça. Sob o comando dos locutores Bruno Braga e Jully Moraes, foram distribuídos camisetas e brindes a moçada que não perdeu o embalo do som. No melhor estilo, as bandas mostram porque o Rock merece tributos: Rolling Stones, Beatlhes, Stepen Wolf, entre outras canções, foram entoadas naquela tarde.
Falar de Rock em Lençóis Paulista é o que podemos chamar de conversa paralela. Explico: o tempo passa e tudo que vimos no decorrer dos anos são bandas se formando e se desfazendo a todo tempo. Quem se arrisca em compor e cantar suas próprias músicas, sofrem, às vezes, por descrédito. E para trilhar a estrada esburacada do rock’n roll é preciso muita garra e desprendimento. E alem disso é necessário bastante esforço para mandar bem em seus sons.
Essa matéria seria pequena para listar todas as bandas que já se formaram em Lençóis e não passaram dos covers bem feitos ou réplicas bem intencionadas. Claro, existem os méritos de quem está na batalha pelo seu espaço, quem vive esse estilo de vida, mas ainda são trevos de quatro folhas num campo muito grande.
Outro ponto que pega para aquele que pretende ser um rock’star é se acostumar com as apresentações gratuitas que assolam os núcleos culturais de toda cidade interiorana. E, ainda, perceber o quão glamorioso é ser star, ter que aturar as migalhas que sobram dos tapetes vermelhos estendidos àqueles que o nome ecoa mais longe. Por fim o Rock tem dessas coisas: picuinhas, estravagâncias, megalomanias entre todos os outros pontos que quase ninguém vê. Para a grande platéia, o que importa é aquilo que o artista apresenta para suprir tudo aquilo que ela não tem. Mesmo que essa carência seja nutrida por ruídos desconexos.
BM
EDIÇÃO #03 - Se espirrar, saúde?
Uma das vítimas foi um homem de 26, morador de Botucatu (52 quilômetros de Lençóis Paulista). A vítima, que não teve o nome divulgado, começou a apresentar febre, dor de cabeça, náusea, vômito, tosse e congestão nasal no dia 1º de julho e morreu no dia 10, no Hospital de Clínicas de Botucatu.
Apesar do turbilhão de informações e da tristeza causados pela doença, para o mexicano Oscar Amilcar Salcido da Rosa, 32 anos, licenciado em Ciências da Informação, e Coordenador de Desenvolvimento Comunitário e Comunicação, há três anos, em Ciénega de Nossa Senhora, em seu país, mais do que afetar a saúde da população, a gripe inicialmente chamada Mexicana, causou maior impacto na economia nacional, ao gerar ainda mais incertezas em meio à crise internacional. “(A gripe) afetou o setor turístico nacional e internacional na temporada de maior importância, freou o comércio e a confiança dos mexicanos”.
Além de afetar fortemente a economia mexicana, a gripe suína, por pouco, não se transformou em mais uma lenda fantasiosa, servindo a interesses perversos de políticos locais. Por isso, Amílcar compara o efeito da gripe suína as trágicas conseqüências, em 1995, causadas por um ser mitológico que chupava sangue e que assolou o campo mexicano, se tornando a notícia de maior importância da época, “deslocando e ocultando verdadeiros escândalos econômicos e políticos do governo. A idéia de outro complô em massa surgiu apoiada por correntes de correio eletrônico, que sugeriam e descreviam pactos secretos sobre a venda de petróleo mexicano, entre outros escândalos”.
Infelizmente, para mexicanos, brasileiros, e todo o resto do mundo, o vírus H1N1 existe, e ainda deve fazer incontáveis vítimas.

O mexicano, que falou por e-mail, com a Megazzine sobre a realidade da região onde reside e trabalha é natural da cidade de Torreón Coahuila e sua atual ocupação tem permitido estar próximo a natureza exuberante do lugar. “Neste lugar afastado não existem comodidades próprias das grandes cidades, mas isso nos permite observar de outro ângulo, e com relativa distância, a situação de crise de nosso país e do mundo”.
Oscar diz que não conhece ninguém que tenha sido atingido pelo H1N1, e lamenta a forma como compatriotas mexicanos estão sendo tratados em outros países, já que a coragem demonstrada pelo seu povo, frente à ameaça da gripe, surgida no país e desconhecida pelo resto do mundo é motivo de respeito . “Na cultura mexicana, como em muitas outras, alguns trataram de explicar esse gosto desafiante que se tem pela morte. No entanto, a voz popular foi de que: se não morro de Influenza, em casa, morro de fome se fico preso sem trabalhar”.
Essa foi a idéia, segundo Oscar, que moveu e move o povo mexicano todos os dias à sua rotina, nas grandes cidades ou nos cantos remotos._
