Quando se fala em arte o que vem à cabeça são galerias, museus ou Casas de Cultura, nunca uma oficina eletro mecânica, certo? Pois é em um ambiente com fios e máquinas por todo lado que Henrique Ferrarezi Pacheco, de 22 anos, imprime seu talento artístico.
Do pai Ozéias e do irmão Elias recebeu a veia artística, mas em nada sua arte tem haver com o meio onde trabalha, já que tem como base para suas criações capacetes, capôs de carros e tanques de moto. De aerógrafo em punho, Henrique ilustra e personaliza o que encontra pela frente, com imagens que reproduz ou busca em sua própria imaginação.
Apesar do volume de trabalho, diz que está apenas começando, já que as tarefas na oficina do pai são sua atividade principal.
“O primeiro capacete, eu pintei com uma pistola de pintura automotiva, que não é ideal para este tipo de trabalho. Depois comprei um aerógrafo de plástico, que não durou dois dias.”
Com o equipamento profissional, que atualmente usa, o artista conseguiu o resultado que esperava. Além dos capacetes, passaram pelas mãos de Henrique, notebook e até um celular.
Ao que consta, o surgimento da aerografia remonta aos séculos e utilizar a técnica requer estudo e dedicação. Para Henrique, mais do que conhecer a história da atividade, elevada ao nível de arte, o que interessa é praticar. Mercado para isso, segundo o jovem, não deve faltar, já que são poucas as pessoas que desenvolvem esse trabalho em Lençóis Paulista, enquanto a procura por peças personalizadas é cada vez maior em toda região.
Arte-herança
Henrique conta que o pai sempre teve espírito inventivo e sempre desenhou muito. Entre as façanhas, além das máquinas que construiu e ainda hoje usa em sua oficina, está uma guitarra e um arco e flecha.
O irmão Elias que, além de poeta, imprime em tela o talento que herdou confirma o estimulo que receberam do pai, e explica que, o irmão caçula é mais técnico que ele, embora não goste de recursos mais tradicionais, como pincéis, telas e aquarela.
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