O pirata árabe Dahul cruzou os mares cometendo as mais terríveis atrocidades, como torturar um padre, queimar crianças vivas - capturadas de um capitão espanhol e enganar o próprio demônio, em pessoa. Suas ações, o levou a ser condenado a vagar eternamente, sem nunca alcançar o descanso eterno, mesmo depois de tocarem as últimas trombetas do anjo Gabriel.
Em Macatuba, Dahul (Alves de Souza) caminha pelas ruas da cidade sem ter muito com o que se preocupar. Conhecido de todos no bairro Jardim Bocaiúva, onde mora, tornou-se o “Fala Garoto”, depois da sorveteria que manteve com esse nome durante algum tempo, em sua casa. E sua alegria de viver parece mesmo fazer com que tenha ares de criança, mesmo com a experiência que seus 72 anos lhe proporcionaram.
O nome, que une os dois personagens tão distintos, foi dado ao macatubense pelo pai, que ouviu de um amigo alemão, as histórias do terrível pirata. Foram precisos quase 70 anos para que Dahul descobrisse a origem de seu nome, já que o pai sempre fugia do questionamento e nunca disse ao filho o que seu nome significava. Foi um neto, através da internet, que mostrou ao Dahul de Macatuba que seu nome quer dizer “para esquecer”, e tem raiz árabe.
Dahul é um personagem, mas não o único em Macatuba. Tanto que a cidade conta com um livro que reúne as principais histórias e lendas urbanas, contadas de pai para filho, de filho para neto durante muitas décadas. “A noiva do Bonfim”, a principal lenda urbana da cidade, dá nome à obra organizada pelo diretor da Escola Dr. Osmar Francisco da Conceição, sob a direção do professor Ideraldo Sérgio Morsoleto e sua equipe, em 2005, com financiamento da Secretaria de Estado da Educação.
> LEIA A MATÉRIA SOBRE O DAHUL, O "FALA GAROTO" DO JD. BOCAIÚVA DE MACATUBA NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO #04 DA REVISTA MEGAZZINE: JÁ NAS RUAS DA REGIÃO!
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