Os shows começaram às 14h numa tarde agradável de sol. Pelo palco da Concha passaram bandas lençoenses Away, Alpharock, Rolo & castro, Krustin e o evento foi fechado com a apresentação de Os Patrões, de Jaú.
Diferente do sábado chuvoso, o domingo alegrou quem apareceu para prestigiar a promoção da FM na praça. Sob o comando dos locutores Bruno Braga e Jully Moraes, foram distribuídos camisetas e brindes a moçada que não perdeu o embalo do som. No melhor estilo, as bandas mostram porque o Rock merece tributos: Rolling Stones, Beatlhes, Stepen Wolf, entre outras canções, foram entoadas naquela tarde.
Falar de Rock em Lençóis Paulista é o que podemos chamar de conversa paralela. Explico: o tempo passa e tudo que vimos no decorrer dos anos são bandas se formando e se desfazendo a todo tempo. Quem se arrisca em compor e cantar suas próprias músicas, sofrem, às vezes, por descrédito. E para trilhar a estrada esburacada do rock’n roll é preciso muita garra e desprendimento. E alem disso é necessário bastante esforço para mandar bem em seus sons.
Essa matéria seria pequena para listar todas as bandas que já se formaram em Lençóis e não passaram dos covers bem feitos ou réplicas bem intencionadas. Claro, existem os méritos de quem está na batalha pelo seu espaço, quem vive esse estilo de vida, mas ainda são trevos de quatro folhas num campo muito grande.
Outro ponto que pega para aquele que pretende ser um rock’star é se acostumar com as apresentações gratuitas que assolam os núcleos culturais de toda cidade interiorana. E, ainda, perceber o quão glamorioso é ser star, ter que aturar as migalhas que sobram dos tapetes vermelhos estendidos àqueles que o nome ecoa mais longe. Por fim o Rock tem dessas coisas: picuinhas, estravagâncias, megalomanias entre todos os outros pontos que quase ninguém vê. Para a grande platéia, o que importa é aquilo que o artista apresenta para suprir tudo aquilo que ela não tem. Mesmo que essa carência seja nutrida por ruídos desconexos.
BM

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