Novo visual do MEGA BLOG Megazzine

A megazzine acaba de estrear o novo visual do blog, sejam bem-vindos ao novo MEGA BLOG Megazzine, ainda neste mês, teremos nosso canal MEGA TV, além do novo MEGA TWEET! Fiquem ligados às novidades que estão chegando na sua megazzine EDIÇÃO #04 que está incrível!


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EDIÇÃO #03 JÁ NAS BANCAS

A terceira edição da megazzine já está nas bancas! Confira a capa, e não deixe de nos seguir pelo twitter! Acesse: http://www.twitter.com/megazzine e receba as novidades e últimas informações da revista e da região em tempo real!

EDIÇÃO #03 - Rima com Rima


O que podem ter em comum uma menina que derruba estrelas, um menino cantador que desafia o Diabo, a descoberta do Brasil (vista de uma maneira única) e a Guerra de Canudos?

Uma das principais batalhas da história do Brasil serviu de inspiração para o multitalento de Cristiano Taioque produzir um trabalho peculiar, principalmente pela proposta do formato - o Cordel, estilo popular de literatura muito difundido a partir do Nordeste brasileiro. Os temas iniciais são de seus três livros prontos.

A fixação pela história da Guerra e seu líder popular Antonio Conselheiro levou à leitura de vários livros que contavam a saga do povo nordestino. Assim, Taioque se aprofundou no conhecimento de uma parte muito rica da cultura brasileira e a paixão por essa cultura tomou sua alma, bem ao estilo emocional, tão característico do Cordel. “Me interes-so muito pela cultura nordestina. Gosto de ouvir a formade falar a música, que é semelhante à forma como escrevo. No Cordel, o jeito de se transportar as palavras empolga crianças e adultos. A leitura é ágil e mágica. Possui um formato teatral, com gestuais que fazem parte da maneira como se conta a história.”

Antes mesmo de escrever os três livros - o quarto, "O tesouro do vaqueiro", está praticamente pronto - Taioque compôs letras e melodias que narram a saga dos guerreiros nordestinos, apoiado em outros dois de seus talentos - composição e desenho, já que Cristiano também é músico.

O primeiro Cordel foi o “Duelo do Diabo e o menino cantador”, para o autor, o mais difícil, mesmo depois de estudar muito sobre o estilo literário e suas possibilidades de formato (Taioque usa a sextilha). Depois vieram "O Sonho Luso Tupiniquim" e a "Menina que derrubava estrelas", histórias emocionantes, criativas e envolventes.

Outra característica do trabalho de Taioque, também típica do cordelismo, são as mensagens contidas nas histórias - esperança, perseverança, ingenuidade e fé arraigada estão em todas as linhas do seu trabalho. Receita que ele encaixa em temas contemporâneos e mais próximos da cultura desta parte do país.

“O único vínculo é a forma de escrever do cancioneiro popular, a matemática dos versos, mas os temas são livres”.

Parte de seu trabalho poderá ser conhecido durante as comemorações pela Semana do Nordestino que a Casa da Cultura promove neste mês de agosto. “Tão importante quanto escrever, será publicar e divulgar esse meu trabalho, por isso, a idéia de fazer parte das comemorações pela Semana Nordestina, que a Prefeitura promove, através da Casa da Cultura foi muito importante para mim”.

Aliás, espaço para divulgação dos talentos lençoenses é um assunto complexo na opinião do autor, que vê na questão financeira a principal dificuldade. “A gente sabe que existem muitos projetos, muito talento,masé difícil para todos conseguir financiamento para divulgação, já que os recursos para a cultura são limitados, em qualquer lugar.”

Para vencer as barreiras, que impedem que o talento lençoense saia da gaveta, Taioque opina que é necessário o básico correr atrás e acreditar, seja qual for a forma como se expressa esse talento nas artes plásticas, música, desenho ou outros.
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EDIÇÃO #03 - A volta do maquinista


Benedito Arlindo de Resende, 64 anos, sentiu a sensação de ser um trabalhador especial há cerca de três meses, quando, depois de 14 anos de aposenta-doria, e já ingresso na melhor idade, recebeu o convite para voltar ao trabalho, emuma empresa de transportes ferroviáriosde porte internacional.
Hoje, ele é supervisor da via ferroviária e ajuda os funcionários menos experien-tes a lidar com as dificuldades do dia-a-dia.

“A experiência faz com que a gente resolva os problemas sem medo, porque sabe o que dá certo. A teoria é muito importante, mas o conhecimento é fundamental”, ensina.

O trecho de Benedito é longo. Percorreu incontáveis quilômetros, sediado em Lençóis Paulista, Paranhos, São Manuel, Agudos, Botucatu, Bauru e Ourinhos, onde se aposentou.

O exemplo de Benedito poderia servir de case para qualquer agência especializada em orientar futuros profissionais sobre como construir uma carreira. De braçal, Benedito não chegou a presidente da empresa, mas buscou qualificações, que elevaram sua posição a cozinheiro, guarda, auxiliar de ma-quinista, e finalmente, maquinista, sua atividade preferida, por oferecer a possibilidadede conhecer lugares e pessoas.

Da época áurea do transporte ferroviário, Benedito se lembra da festa que eram os vagões de passageiros. Enquanto o trem rodava, para evitar acidentes, verificava principalmente nas curvas, a presença de faíscas ou fogo entre os trilhos. Com parte do corpo para fora, podia recebera saudação de quem estava dentro ou forado trem em movimento.

O último trem de passageiros entre São Paulo e Prudente correu até os anos de 1980. E o transporte nos trechos entre Araraquara e São Paulo, e Sorocaba e São Paulo, é o que resta.

Mas, um dia em especial ficou na memória do maquinista, e foi justamente o dia em que o trem não passou. “Era 15 de novembro de 1976, quando os trens pararam decircular. Antes disso, houve comentários,mas ninguém acreditava, porque o povo usava muito o trem naquela época. Mas, quando chegou o dia 15, tinha um trem que passava em Paranhos às 9h da manhã, então todo mundo ficou esperando na estação. Entretanto, naquele horário, o trem não passou. Naquele dia os passageiros ficaram esperando também em outras estações, mas nenhum trem passou”, recorda.

Mas não foi só de emoção e alegria queo maquinista construiu sua história profissional. O medo era constante, ao conduzir locomotivas que traziam, atrás de si, em mé-dia, 1.500 toneladas cada. “Com essa carga,os trechos de declive e aclive se tornavammuito perigosos. Principalmente em trechosde serra, como em Botucatu. Qualquer falha ali seria fatal”.

Dos acidentes que sofreu, o maquinista destaca a felicidade de jamais ter tido perdas humanas, e apenas lamenta os danos materiais, com orgulho de, em todos os ca-sos, nunca lhe ser apontada falha pelos acidentes ocorridos.

O pior acidente que presenciou, ainda como assistente, foi o primeiro: um suicídio inevitável. O formato do trem proporcionou que o assistente visse o rosto do jovem no momento do atropelamento. O acidente ocorreu em Piracicaba.

“Quando chegamos em uma curva da ponte histórica, tinha um rapaz em pé nos trilhos. O maquinista buzinou, mas o rapaz não saiu. O maquinista mandou eu ver o que tinha acontecido depois, então uma mulher que morava próximo perguntou o que tinha acontecido. Eu descrevi o rapaz, que usava uma bermuda, com a camisa vermelha jogada nos ombros. A mulher disse que o conhecia e entrou em desespero”, conta.

As lembranças são muitas, por isso acomparação com a tecnologia atual é inevitável. Um exemplo é a troca dos stafs (bastões que autorizavam a circulação entre asestações) com o GPS, que posiciona a composição, esteja onde estiver.

O período de aposentadoria serviu, segundo Benedito, para que ele desse ainda mais valor ao trabalho. Mas, enquanto a volta não vinha, comandar uma outra máquina - o fogão, ajudou a evitar o adoecimento. As massas, inclusive os pães, são a especialidade do cozinheiro/maquinista, que confessa ter aprendido o que sabe ainda criança, sob a tutela da mãe, que fazia questão que os filhos aprendessem a arte culinária.

O cuidado com uma horta comunitária, cultivada em uma área pública, próxima à sua residência, também ajudou durante o período de sua aposentadoria.

Atualmente, o grupo supervisionado por Benedito percorre o trecho entre Lençóis Paulista e Bauru, mas ele garante: “Até quando Deus quiser, e me tolerarem na empresa, eu vou ficando”.
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EDIÇÃO #03 - Ventura FM apresenta Tributo ao Rock com bandas na Concha Acústica


Com tanta dissidência do rock rolando por aí, nas rádios, internet e até como base para a nova música sertaneja, é louvável que seja feito um tributo a esse estilo musical que mudou a história. E foi isso que a Ventura FM fez dia Dia Mundial do Rock, comemorado no dia 13 de Julho, na praça da Concha Acústica e abrindo espaço para quem pretende trilhar esse caminho árduo.

Os shows começaram às 14h numa tarde agradável de sol. Pelo palco da Concha passaram bandas lençoenses Away, Alpharock, Rolo & castro, Krustin e o evento foi fechado com a apresentação de Os Patrões, de Jaú.

Diferente do sábado chuvoso, o domingo alegrou quem apareceu para prestigiar a promoção da FM na praça. Sob o comando dos locutores Bruno Braga e Jully Moraes, foram distribuídos camisetas e brindes a moçada que não perdeu o embalo do som. No melhor estilo, as bandas mostram porque o Rock merece tributos: Rolling Stones, Beatlhes, Stepen Wolf, entre outras canções, foram entoadas naquela tarde.

Falar de Rock em Lençóis Paulista é o que podemos chamar de conversa paralela. Explico: o tempo passa e tudo que vimos no decorrer dos anos são bandas se formando e se desfazendo a todo tempo. Quem se arrisca em compor e cantar suas próprias músicas, sofrem, às vezes, por descrédito. E para trilhar a estrada esburacada do rock’n roll é preciso muita garra e desprendimento. E alem disso é necessário bastante esforço para mandar bem em seus sons.

Essa matéria seria pequena para listar todas as bandas que já se formaram em Lençóis e não passaram dos covers bem feitos ou réplicas bem intencionadas. Claro, existem os méritos de quem está na batalha pelo seu espaço, quem vive esse estilo de vida, mas ainda são trevos de quatro folhas num campo muito grande.

Outro ponto que pega para aquele que pretende ser um rock’star é se acostumar com as apresentações gratuitas que assolam os núcleos culturais de toda cidade interiorana. E, ainda, perceber o quão glamorioso é ser star, ter que aturar as migalhas que sobram dos tapetes vermelhos estendidos àqueles que o nome ecoa mais longe. Por fim o Rock tem dessas coisas: picuinhas, estravagâncias, megalomanias entre todos os outros pontos que quase ninguém vê. Para a grande platéia, o que importa é aquilo que o artista apresenta para suprir tudo aquilo que ela não tem. Mesmo que essa carência seja nutrida por ruídos desconexos.

BM

EDIÇÃO #03 - Se espirrar, saúde?

Em Sierra Madre Ocidental, cadeia montanhosa no Estado de Durango, no México fica a comunidade Ciénega de Nossa Senhora, onde não existem jornais impressos e em algumas ocasiões, o sinal de televisão não chega às residências (devido ao clima). O acesso à Internet é relativamente reduzido, por isso mesmo, a maioria dos moradores desse lugarejo (que trabalha 365 dias por ano, se revezando em turnos, principalmente na empresa mineradora que extrai Zinco, Chumbo, Prata e Ouro) não sabe o que são vírus de computador. Mas foi justamente um vírus (H1N1), que atraiu a atenção do mundo para lugares como este, no solo mexicano, considerado epicentro da pandemia de gripe suína, gripe A ou Influenza A, que até a segunda quinzena de julho já havia feito 1.175 casos no Brasil, com 11 mortes, e havia atingido vítimas em cerca de 20 países.

Uma das vítimas foi um homem de 26, morador de Botucatu (52 quilômetros de Lençóis Paulista). A vítima, que não teve o nome divulgado, começou a apresentar febre, dor de cabeça, náusea, vômito, tosse e congestão nasal no dia 1º de julho e morreu no dia 10, no Hospital de Clínicas de Botucatu.

Apesar do turbilhão de informações e da tristeza causados pela doença, para o mexicano Oscar Amilcar Salcido da Rosa, 32 anos, licenciado em Ciências da Informação, e Coordenador de Desenvolvimento Comunitário e Comunicação, há três anos, em Ciénega de Nossa Senhora, em seu país, mais do que afetar a saúde da população, a gripe inicialmente chamada Mexicana, causou maior impacto na economia nacional, ao gerar ainda mais incertezas em meio à crise internacional. “(A gripe) afetou o setor turístico nacional e internacional na temporada de maior importância, freou o comércio e a confiança dos mexicanos”.

Além de afetar fortemente a economia mexicana, a gripe suína, por pouco, não se transformou em mais uma lenda fantasiosa, servindo a interesses perversos de políticos locais. Por isso, Amílcar compara o efeito da gripe suína as trágicas conseqüências, em 1995, causadas por um ser mitológico que chupava sangue e que assolou o campo mexicano, se tornando a notícia de maior importância da época, “deslocando e ocultando verdadeiros escândalos econômicos e políticos do governo. A idéia de outro complô em massa surgiu apoiada por correntes de correio eletrônico, que sugeriam e descreviam pactos secretos sobre a venda de petróleo mexicano, entre outros escândalos”.



Infelizmente, para mexicanos, brasileiros, e todo o resto do mundo, o vírus H1N1 existe, e ainda deve fazer incontáveis vítimas.

O mexicano, que falou por e-mail, com a Megazzine sobre a realidade da região onde reside e trabalha é natural da cidade de Torreón Coahuila e sua atual ocupação tem permitido estar próximo a natureza exuberante do lugar. “Neste lugar afastado não existem comodidades próprias das grandes cidades, mas isso nos permite observar de outro ângulo, e com relativa distância, a situação de crise de nosso país e do mundo”.

Oscar diz que não conhece ninguém que tenha sido atingido pelo H1N1, e lamenta a forma como compatriotas mexicanos estão sendo tratados em outros países, já que a coragem demonstrada pelo seu povo, frente à ameaça da gripe, surgida no país e desconhecida pelo resto do mundo é motivo de respeito . “Na cultura mexicana, como em muitas outras, alguns trataram de explicar esse gosto desafiante que se tem pela morte. No entanto, a voz popular foi de que: se não morro de Influenza, em casa, morro de fome se fico preso sem trabalhar”.

Essa foi a idéia, segundo Oscar, que moveu e move o povo mexicano todos os dias à sua rotina, nas grandes cidades ou nos cantos remotos.

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